ICSI

Injeção intracitoplasmática de espermatozoide

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Até 1992/1993, quando Gianpiero Palermo divulgou resultados animadores com uma técnica nova, a ICSI, do inglês Intracytoplasmic Sperm Injection (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide), os casos de fator masculino severo, quando o homem não tem espermatozoides na ejaculação ou o espermograma está muito alterado, tinham mau prognóstico, com remotas chances de êxito.

Com a ICSI, um espermatozoide vivo para cada óvulo, obtido da ejaculação, epididídimo ou testículo, é suficiente. Hoje é realizada para praticamente todos os casos, pois dentre as técnicas, é a que tem menor risco de insucesso.

Na técnica ICSI, o processo é muito parecido com a fertilização in vitro convencional (FIV), mas ao invés de os óvulos serem inseminados (colocados em contato com os espermatozoides), um espermatozoide vivo é injetado dentro de cada óvulo. Isso é conseguido com auxílio de um microscópio, montado com micromanipuladores elétricos e hidráulicos, que comandam agulhas microscópicas de vidro (micropipetas), contornando assim a baixa taxa de fertilização ou mesmo ausência de fertilização, que geralmente se observa na FIV quando o espermograma não é bom. Daí em diante, a FIV e a ICSI são idênticas.

Aqui no Rio de Janeiro, o Dr. Antonio Eugenio Magarinos Torres foi o pioneiro nessa técnica, obtendo em 29 de Junho de 1996 a primeira gestação, que resultou no nascimento de duas meninas saudáveis.

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