Doação de óvulos

Doação de óvulos

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Mulheres que não conseguem engravidar por vias naturais e que precisam se submeter a técnicas de reprodução assistida, se atenderem a alguns pré requisitos, podem realizar tratamentos na condição de doadora de óvulos, com um custo bem pequeno.

Mulheres na menopausa, com falência ovariana prematura, que não possuem os ovários, que não conseguem produzir óvulos de boa qualidade, que são portadoras de mutações cromossômicas ou gênicas transmissíveis, ou que simplesmente se encontram em idade onde os óvulos, na grande maioria, apresentam degenerações, podem optar por fazer tratamento com óvulos de doadora.

É importante lembrar que a criança herda todas as características da doadora e, portanto, é recomendável que a doadora tenha características compatíveis com a receptora.

Por muitos anos realizamos a chamada doação compartilhada de óvulos, como é feito na grande maioria das clínicas. Desde de 2010 adotamos uma nova estratégia,  onde a doadora é submetida a dois tratamentos. Todos o óvulos produzidos no primeiro tratamento são destinados à receptora, enquanto todos os óvulos do segundo tratamento ficam para a doadora. Com esta mudança, apesar do custo aumentar  para a receptora, que paga  por ambos os tratamentos,  as chances de êxito (bêbe) são maiores, tanto para a receptora quanto para a doadora.

O custo para as doadoras se restringe aos próprios exames , exames do parceiro (se tiver), amostras de sêmem de doador (caso não tenha parceiro) e seus próprios medicamentos para o primeiro tratamento. Os medicamentos do segundo tratamento da doadora são pagos pela receptora.

Há relatos de casos como aconteceu há alguns anos na Colômbia, onde uma mulher de 61 anos engravidou naturalmente e teve um bebê saudável. No Piauí há alguns anos, o mesmo aconteceu com uma mulher de 60 anos. Na prática diária, poucas mulheres conseguem ter bebês, tendo engravidado com mais de 39 anos (40 anos em diante).

As principais razões são:
1 – Diminuição gradativa da reserva ovariana, pois a mulher já nasce com seus óvulos e à medida em que a idade avança, a quantidade vai diminuindo, o que faz com que produza poucos óvulos, mesmo quando faz estimulação dos ovários com potentes doses de hormônios.
2 – A partir dos 25 anos de idade aproximadamente, para cada ano que passa, em torno de 5% dos óvulos sofrem mutações genéticas. Assim, uma mulher com 30 anos apresenta mutações genéticas em aproximadamente 25% de seus óvulos. Uma mulher com 35 anos, 50%. Uma mulher com 40 anos, 75%. Uma mulher com 45 anos apresenta mutações em aproximadamente 99% dos óvulos.
Como essas mutações levariam ao nascimento de bebês com malformações e a natureza elimina, sob a forma de aborto espontâneo, 98% dos bebês que nasceriam com malformações, à medida em que a idade avança, além de uma importante queda nas taxas de gravidez, verificamos um expressivo aumento nas taxas de abortamento.

Para ser doadora é preciso ainda atender a vários pré-requisitos e nem todas as candidatas conseguem. São eles:
1. Idade máxima de 34 anos na data da coleta dos óvulos (os óvulos perdem qualidade com o avanço da idade);
2. Dosagens hormonais do FSH, LH, Estradiol, Progesterona e Prolactina, realizadas, no mesmo laboratório, entre o 1º e o 3º dia do ciclo menstrual e repetidas entre o 8º e o 10º dia do mesmo ciclo, sugestivas de ser capaz de produzir boa quantidade de óvulos;
3. Não ser portadora de doenças transmissíveis (Hepatite B, Hepatite C, Sífilis, HIV 1 e 2, HTLV I e II), comprovado por exames: HBs-Ag, Anti-HBc (IGM), Anti-HCV, HIV 1 e 2 (ELISA), VDRL (LUES), HTLV I e II, Zika virus (IGM), Grupo sanguíneo e fator Rh.
4. Compatibilidade física, sanguínea e psicológica com uma possível receptora;
5. Índice de Massa Corporal (peso em quilos/altura em metros/altura em metros) entre 15 e 25 Kg/m2.
Obs: Aos moradores do Rio de Janeiro, para os exames, sugerimos o Laboratório Richet.

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